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Precisamos falar sobre: Maternidade Solo

Maternidade Solo

Precisamos falar sobre: Maternidade Solo – Qual a realidade uma mãe solo? Uma realidade comum e cruel em nossa sociedade, diz do reflexo de muitas formas de viver e reprimir, baseadas no machismo estrutural no qual somos constituídos como indivíduos. No post de hoje, vamos discutir um pouco sobre a maternidade solo e a importância do apoio à essa mulher. Venha conosco!

Entendendo a Maternidade Solo

O termo “mãe solo” é amplamente utilizado ao designar mulheres inteiramente responsáveis pela criação de suas crianças. Tal conceito transforma a expressão “mãe solteira” em um termo em desuso, já que estar ou não em um relacionamento com um(a) parceiro(a), não significa necessariamente compartilhar o desafio do criar e educar. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 57,3 milhões de mães solo, isto é, 38,7% de brasileiras chefiando seus lares. Mesmo sendo grande parcela da sociedade, elas ainda sofrem e precisam se reinventar todos os dias para poder realizar tanto a si mesmas, quanto aos filhos.

O estresse feminino é, culturalmente, tomado como normal. Mas não é! Além do esgotamento físico feminino, esta rotina pode também causar início a transtornos psicológicos, depressãoestresse e Burnout.

Juliana Sonsin

Quais os Impactos da Maternidade Solo?

Ser mãe é um grande desafio na contemporaneidade, ainda mais quando a mulher não se encaixa no perfil no qual a sociedade tem de família: pai, mãe e filhos. Assim, a Saúde Mental da mãe solo é colocado em risco, através de diversas situações cotidianas e extremamente prejudiciais, sendo afetada por transtornos como a ansiedade, depressão e estresse, que podem surgir quando essas mulheres não são amparadas.

Alguns comportamentos sociais podem ser prejudiciais para a mulher, como por exemplo:

  • Julgamento: Um dos grandes desafios em criar um filho sozinha é o julgamento por parte da sociedade, já que o que é considerado “normal” é uma mulher se casar e ter filhos. Muita gente ainda aponta o dedo e tece comentários do tipo “mas você não se cuidou?” ou “como pôde deixar isso acontecer?”, culpando a mulher por ter sido irresponsável e inconsequente, como se conceber um filho fosse tarefa para uma pessoa só. O machismo ainda perpetua essa visão, o que torna a batalha das mães solo ainda mais desafiadora.
  • Preconceito: Assim como tudo o que não segue o padrão imposto pela sociedade, as mãe solo também precisam enfrentar o preconceito. Ele aparece escancarado, com as perguntas diretas, até os preconceitos sutis como os olhares durante as festinhas de escola.

Como acolher esta mulher?

A partir de um movimento empático que nos permite enxergar a estrutura fragilizada do comportamento e cotidiano da mãe solo próxima à nossa vivência, é possível pensar em um processo de acolhimento necessário para auxiliá-la em suas vivências. A partir da constituição de uma rede de apoio, as mulheres vivenciando esta situação podem desenvolver emocionalmente a possibilidade de confiar em um coletivo que a auxilie de maneira compassiva na educação e criação de sua criança.

Para além deste fator, é fundamental investir em acompanhamento psicológico com uma profissional da psicologia, tendo em vista o impacto emocional ao qual essa mulher tem carregado durante todo o processo da maternagem.

Gostou do conteúdo e conhece alguma mãe solo? Compartilhe com ela esse texto e venha para a Terapize!

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Referências

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;

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Comentários

@peepso_user_2553(Monalyza Santos)
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
4 meses atrás
@peepso_user_232(Bianca Brondi Barboza)
Maternidade solo são dois ou mais desafios juntos...
4 meses atrás